domingo, 13 de abril de 2008

O chão ou o vento






Morar no alto tem muitas diferenças em relação a morar numa casa.

Em primeiro lugar vem a vista, esta é uma conquista que se tem habitando numa torre. Já morei em casas com vista, mas com uma vista, não assim desse jeito, com vista para todos os lados.

Outra coisa, me sinto numa embarcação. À vela. Controlo a luz e os ventos há todo momento. Fecha daqui, abre a de lá. Fico lendo os caminhos dos ventos e percebo o tempo através da trajetoria do sol. As núvens passam.
Imagino que todo o ar do apartamento se renove a cada 3 minutos, chute, mas deve ser por aí.

A luz aqui também é muito diferente, mais intensa. Não tem sombra, nenhum filtro de árvore, nenhum abrigo de muro. O sol bate inclemente, invade. Me cabe a tarefa de atenuá-lo com persianas e cortinas. Abre e fecha.

6 comentários:

drake disse...

que desenho maluco, a circulação de ar cria raizes !

se ocupar dos caminhos do ar e da incidiencia do sol são atividades basicas num veleiro, quando todas as necessidades se resumem ao mínimo

daniloz disse...

eu gosto da casa barco. sabe que tem uma dessas lá em bertioga/boracéia, mas esta é um barco de verdade.

franka disse...

como era mesmo? o vento faz o caminho das pessoas ou as pessoas fazem o caminho do vento?

disse...

lembro o tempo todo de seus ensinamentos no mar, cara capitã drake
o vento e a vista criam raízes, e de terra eu entendo...

disse...

aquela de boracéia quer ser barco, esta de fato o é, querido danilo

disse...

franka, óbvio que as pessoas fazem os caminhos do vento, ou melhor, percorrem os mesmos caminhos, os mais velozes.